O deputado estadual eleito Nilvan Ferreira (PL), o mais votado da Paraíba, não descarta que os seis parlamentares eleitos pelo partido lancem um nome para disputar a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no próximo biênio. Em entrevista à CBN Paraíba nesta quinta-feira (8), ele disse que a bancada decidiu atuar em bloco e que só definirá uma posição depois do segundo turno da eleição presidencial.
Nilvan afirmou que o PL pode confrontar a candidatura já oficializada pelo Republicanos, que indicou o deputado Wilson Filho para comandar a Casa a partir de 2027. Wilson conta com o apoio do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP). Com os votos da federação União Progressistas e do PSB, a candidatura pode reunir 21 votos, mais da metade das 36 cadeiras da Assembleia.
“Pode ser que a gente tenha lá na frente, depois do segundo turno, a noção que a gente vai aí peitar, vai fazer o lançamento (de um nome para a disputa) para pelo menos o tema ser discutido, já que o governo nesse momento tem condições de 'tratorar' qualquer um”, afirmou.
O deputado eleito ponderou que ainda é cedo para definir uma candidatura. “É prematuro. Nós vamos primeiro atuar em bloco e qualquer decisão sobre a Mesa só depois da eleição do nosso presidente Flávio Bolsonaro”, disse.
Oposição ao governo
Na entrevista, Nilvan confirmou que fará oposição ao governo Lucas Ribeiro, mas disse que não pretende adotar uma postura de confronto automático. Segundo ele, sua atuação na Assembleia será voltada à fiscalização do uso do dinheiro público.
“Vou manter minha postura de oposição. Foi para isso que eu fui eleito. Agora, o governo sabe que vai ter uma voz firme, corajosa e, na hora que tiver algo de benefício para a população, claro que vou bater palmas e vai ter meu voto”, afirmou.
Nilvan disse que a fiscalização também lhe dará autoridade para se opor a medidas que, em sua avaliação, prejudiquem a população ou algum segmento do Estado. Ele antecipou que será contrário a aumentos de impostos, especialmente a medidas que possam afetar empreendedores.
“A oposição é boa. Quando não tem oposição, o governo erra mais”, declarou.






