A prefeita de Uiraúna, Leninha Romão, fez acusações contra policiais militares e o comandante da PM no município, capitão Dias Sousa, após uma ocorrência na noite do último domingo (25), que terminou com seu filho, Marlon, levado à delegacia.
Segundo a gestora, Marlon estava em um posto comemorando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando foi abordado. Ela disse que soube da detenção por uma mensagem de Raimundo, funcionário do filho.
Leninha relatou que encontrou Marlon sentado em uma cadeira, acompanhado por dois policiais. Conforme a prefeita, ele afirmou que não havia feito nada. Ela disse que questionou os agentes sobre o motivo da abordagem e foi informada de que o filho estava preso e que o comandante havia sido chamado.
A prefeita acusa Dias Sousa de ordenar que Marlon fosse algemado e colocado no porta-malas da viatura. Ela afirma que tentou intervir, mas a ordem foi mantida.
Leninha também relatou que o filho chegou ao posto antes do encerramento da apuração eleitoral. Segundo ela, ele aparentava estar embriagado, repetia frases e tentava abraçar pessoas no estabelecimento.
Em seu relato, a gestora acusou o comandante de mencionar o voto dela em Lula e de ameaçá-la de humilhação por sua escolha política. Ela afirmou que se colocou à frente da viatura para tentar impedir a condução do filho e que o veículo avançou em sua direção. Após se afastar, disse, caiu no chão.
Leninha declarou ainda que foi puxada durante a ocorrência e, depois disso, não conseguiu acompanhar o que aconteceu. Segundo ela, Marlon foi levado algemado à delegacia, com os braços para trás, e ficou detido por mais de três horas.
A prefeita afirmou que um médico examinou o filho e fotografou um hematoma na região lombar. De acordo com ela, Marlon também sentia fortes dores na coluna e estava com a pressão arterial elevada.






