Um áudio atribuído à primeira-dama de Nazarezinho, Andressa Roberto, repercutiu após ser divulgado pelo ex-vereador e ex-secretário de Infraestrutura Francisco de Edivaldo. Na gravação, ela afirma que ocupantes de cargos comissionados e prestadores de serviços precisam apoiar politicamente o grupo do prefeito Marcelo Vale.
“Cargo comissionado do Estado e cargo comissionado da prefeitura em Nazarezinho tem que bajular o prefeito”, afirma Andressa em um dos trechos.
A gravação ocorre em meio ao rompimento político entre o prefeito e Francisco de Edivaldo, motivado, entre outros fatores, pela disputa envolvendo Francisca Sara Ferreira da Silva Sarmento, nora do ex-vereador, e a direção da Escola Cidadã Integral Francisco Augusto Campos.
Sara havia sido selecionada para dirigir a unidade escolar, mas foi exonerada em fevereiro de 2026, quando Mariza Roberto Lins, sogra do prefeito, foi nomeada para a função. A decisão levou Sara a ingressar na Justiça contra o Estado da Paraíba e Mariza, questionando sua exoneração.
Em decisão de 7 de outubro de 2026, a Justiça determinou que o Estado adotasse providências para suspender a eficácia da nomeação de Mariza e que ela deixasse de exercer as funções de diretora até nova deliberação judicial. Naquele momento, porém, o juiz não concedeu o pedido liminar de recondução imediata de Sara ao cargo.
No áudio, a primeira-dama também afirma que a gestão adotará providências contra quem estiver trabalhando politicamente contra o grupo do prefeito. “Quem estiver trabalhando contra a gente, vai ter reação”, declarou.
A divulgação da gravação amplia a repercussão do conflito político em Nazarezinho. Até o momento, o material fornecido não inclui manifestação do prefeito Marcelo Vale ou de Andressa Roberto sobre o episódio.







